Obsessão não é problema. É o sistema operacional.
O problema é quando você confunde a ferramenta com a identidade — quando o alemão vira personalidade,
quando o Bitcoin vira tribuna, quando a produtividade vira performance. Aprendi isso da forma mais
ruidosa possível. Agora o medidor tá visível.
Entro em assuntos pela metade e saio com um framework próprio. Sempre foi assim. Quando algo chama atenção, a tendência natural é abrir tudo, consumir em velocidade absurda, testar na prática, e fundir aquilo no modo de pensar. Às vezes isso gera evolução acelerada. Às vezes colapso simbólico. Os dois já aconteceram.
Construo coisas: agência de automação, firmware embarcado, canal no YouTube que finalmente quebrou um bloqueio de meses, servidor MCP fiscal pro mercado brasileiro, currículo de ML às 2 da manhã. Não por disciplina heroica. Por incapacidade de parar quando algo ainda não tá resolvido.
Descobri cedo que obsessão é combustível — e que combustível sem direção explode. A diferença entre hoje e dois anos atrás é que agora eu monitoro o medidor.
Isso aqui não é portfólio. É estado atual do sistema.